Eu quero voltar pra um mundo onde cada um se volte pra dentro do seu próprio mundo em busca de respostas. Onde o outro também seja eu sem comparações, sem inveja, só as conquistas do eu individual com o eu conjunto.

Eu quero voltar pra um mundo de fé. Não a fé que escraviza e culpa, mas a fé no amor. Que pode se dar através Deus, da natureza, do cosmos, mas sobretudo, da confiança em você mesmo. Uma fé que se transforma em força, em estabilidade, em certeza, em proteção.

Eu quero voltar pra um mundo em que as desigualdades são assumidas e os privilegiados se reconheçam; um mundo com equidade e no qual ninguém morre simplesmente por ser aquilo que é.

Eu quero voltar pra um mundo com menos culpa e mais responsabilidade emocional, menos papéis sociais engessados e mais vulnerabilidade. Quero poder me inspirar naquilo que o outro fala e faz, mas que ele o faça com consciência e comprometimento; me sentir representada e saber que o meu oposto também se sente.

 

Eu quero voltar pra um mundo onde crianças podem ser crianças e o adulto não perca sua pureza só porque deixou de ser criança. Porque lá dentro, no nosso mundo particular, a resposta é sempre a fé, o amor, o sonho, a vulnerabilidade. E quem melhor do que a sua criança interior pra te dar uma resposta dessas?

 

E por falar em sonhos, qual é o seu? Você tá correndo atrás dele? Talvez o seu sonho estivesse te fazendo uma companhia melhor do que a ansiedade nos últimos meses, não acha? Em tempos de caos o ontem não importa e o amanhã é incerto, só o que você tem é o aqui e o agora. Levanta, realiza, vamos juntos... vai que o seu sonho pode transformar o mundo no lugar pro qual eu quero voltar.

 

Duda B. Padilha, 30. Mãe, jornalista por trás do @paponua, tentando mudar o pedacinho de mundo que me cabe